Ao avistar o mar
- É lindo. Contém todos os rios que encontrei e muitos mais, mas é salgada a água, não mata a sede de ninguém. Não alimenta árvores com frutos. Nenhuma mãe como Rita, como eu a sinto, traria o filho para um porto se queria protegê-lo.

Ficaria seca rápidamente. Seca e veha, de raízes à solta. O fruto morreria.

Temo estar enganado. Perdi-a uma vez. Fiz todo este percurso mas não quero continuar agora. Nem eu próprio me entendo. Devo ter enlouquecido ou estou cansado demais para raciocinar.
Fiz coisas, que nem imaginava conseguir, campónio como sou. Até em minas trabalhei no caminho, por uma sopa uns trocos um pedaço de carne.
Se estiver enganado, ficarei conhecido como o homem que fugiu do mar.

Pensando tudo isto, não exitou no entanto. Virou costas ao mar começando a subida. Directo a casa, puxado pelas raízes e o degelo que alagava os vales.
Rita era a sua neblina.
(fim da 1ª história agreste)