domingo, agosto 13, 2006

Há homens que são Homens

e há outros seres difíceis de entender ou definir.

André partiu de barco, levando a arma e a certeza de encontrar Irene.

- Se afinal não se foi com ninguém e está na nossa ilha, vai ficar contente por me ver. Sempre ficou. Mesmo quando nos zangávamos era fácil levá-la a perdoar...

Bill Schmoker

Chegado à Ilha, as aves tentaram-no como sempre faziam: "em voo, só em voo, não vou aos ninhos!", gabava-se quando alguém o criticava e, disparou.

O tiro ecoou no silêncio só cortado pelo ruído do mar a quebrar na areia branca, ou nas pedras do lado oposto da ilha.


grandespirito

Irene ouviu-o e estremeceu. Correu para o filho como que a protegê-lo. Ficou abraçada à criança.

- Que foi mãe?

- Um pobre aleijado que se atirou do ninho, antes de lhe crescerem as penas nas asas e, nunca saberá o que é voar.

Esquece menino, não terás de o conhecer enquanto a mãe puder.

Ridículos cobardes!

Murmurou de forma a que o filho a não escutasse já.


Silvestre
Do outro lado da Ilha, Fernando seguia o trilho da mulher que amara desde sempre e por respeito ao amigo lhe entregara sem luta.

- Não, ela pode não me querer, mas com ele sei que não vai ficar. Ou ficará?

Como dizer-lhe que ele não mudou nada, que nunca irá mudar?



(fim ao vosso critério)

2 Comments:

Blogger Teresa Durães disse...

Olá, a seguir a história por aqui!

10:12 da tarde  
Blogger madalena pestana disse...

Olá Teresa.

Olá a quem passar apesar das férias.

Ia fechar o blog. Achei indelicado para quem seguiu a história.

Para esses fica o penúltimo capítulo e uma provocação: DÊM-LHE UM FIM.

E digam quaquer coisa ou... não.

Fiquem bem.

Obrigada

3:55 da manhã  

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