quarta-feira, agosto 09, 2006

Estranha a Ilha.

De um lado areia fina e branca, de outro rochedos agrestes e arbusto rasteiro, o preferido das aves que não deixam os ovos enterrados.

Gordon W

Envolta em leves tecidos tão brancos como a areia, Irene ergue-se com o romper da aurora. É assim desde que se mudou. O chilreio do despertar das aves pela corrida ao alimento, é o despertador.

stan trampe

É governanta da mansão de um casal que, só de vez em quando, chega com o veleiro e uns tantos amigos que nadam, comem, bebem, deixam garrafas na areia e copos pelo chão e partem de seguida, como se fosse muito divertido ser assim.

Não os detesta, não sabe o que isso é. Ignora-os e limpa o estardalhaço que lhes fica para trás e, disso vive.

Todo o tempo que sobra passa-o a estudar as aves e a ler ou a brincar com a criança que não lhe sai de perto.

- És lindo!

Acaricia o rosto do menino que dorme e desce à praia. Ele sabe-lhe o rasto, se acordar.

Pensa em André. Pensa todos os dias, mas mais quando chegam as aves, como agora.

- Ele seria certo se soubesse respeitar "um golpe de asa".

Mas como dizer-lhe que não podia amá-lo por sabê-lo capaz de matar, se para ele matar é matar gente apenas?

Um dia, uma noite? Subi a escada e eu própria voei sem som de penas.



Giannis Kokkinos


A Liberdade é lá em cima, atravessado o escuro verdadeiro.



(segue)

4 Comments:

Blogger o alquimista disse...

Voei nas tuas palavras e saio querendo ficar.

Beijo

9:26 da tarde  
Blogger della-porther disse...

D.

aqui está ficando muito interessante...

beijos

della

1:50 da manhã  
Blogger Lmatta disse...

Olá depois de ler uns tantos
bem estou gostando
fico no intervalo
muito gostas de intervalos
beijos

2:32 da tarde  
Blogger al-jib disse...

gostosobremaneiradesteritmoauspiciosocriadoatravésdeumsignoqueédesenroladoaosabordanarrativa.aliberdadeconsentidanumafelizescolhaeescrita.amanhãcáestareidenovoedepoiseaindadepois

beijinhos

9:35 da tarde  

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